Nossa religião gira em torno da Páscoa

formacao_nossa-religiao-gira-em-torno-da-pascoa-artigo-768x576No dia de Páscoa, relembramos os feitos que Cristo empreendeu por amor à humanidade

O centro de tudo está na Eucaristia, que é a atualização dos efeitos da Páscoa em nossa vida. E essa força faz-se eficaz em nosso ser (alma e corpo) por meio da iniciativa de Deus, pela Sua permanência conosco. Para isso, no entanto, o Senhor quer contar com a nossa aceitação, que somente é verdadeira quando expressa uma resposta pela forma de atualização e memória.

Contudo, devemos entender o significado de tais palavras à luz da Sagrada Escritura, para compreendermos a real comunicação do que Jesus fez por nós e o que Ele pede de cada um, para aderir ao Seu plano de amor e salvação.

Primeiramente, o verbo “permanecer”
Encontramos diversos versículos que tratam da permanência de Deus entre nós. O próprio nome do Emanuel significa: Deus conosco.

A identidade bíblica dessa palavra “permanecer” não exemplifica simplesmente o local onde algo ou alguém está. É, além disso, a totalidade do ser numa realidade, onde se deposita ou insere toda a amplitude do que porta aquele que permanece.

“Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita (hb. ןכש , shokhên) na eternidade e cujo nome é santo” (Is 57, 15).

A palavra “habitar” é, portanto, em hebraico, shakan, que significa “residir”, “morar”, “continuar”, “permanecer” e “descansar”. A palavra shakan está relacionada a shakab, que significa “descer”, “deitar”. É por isso que, o verbo shakan, deu origem ao substantivo shekinah que, apesar de não constar na Bíblia dessa forma, sua ideia já se encontra nas Escrituras, utilizada para referir-se à manifestação da glória de Deus, como no caso de Êxodo 24,16;40.35 e Números 9,16-18. Ou seja, onde Deus “habita ou permanece” está Sua presença, glória e esplendor.

Sinais divinos
Jesus atribui a procedência de seus sinais divinos a uma movimentação entre o Pai e Ele, que permanecem um no outro. “Não credes que estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras ” (Jo 14,10).

Outro exemplo que Cristo nos revela é que a verdade só será infusa naqueles que aceitarem a permanência do Espírito Santo em si. “O Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós ” (Jo 14,17).

Se pois, Deus habita entre os homens, então significa que Jesus aconchegou toda a Sua pessoa, com todo Seu poder e majestade, entre os seres humanos.

Não estamos sozinhos, Ele está entre nós e é nossa constante companhia em todos os momentos, mesmo se não O sentimos. E voltar, tendo vencido a morte e conquistado a Ressurreição, insere que essa parte de Seu Ser, está presente, permanece, é continua e reside entre a realidade humana.

Não somos escravos de nenhum tipo de morte, nem física nem eterna. Esse aguilhão das trevas não é o fim de tudo, sua palavra não é a definitiva. Portanto, devemos viver pela esperança de que todas as coisas um dia se farão novas e a alegria brilhará aos nossos olhos.

Para existir, trazendo em nós essas certezas, pede-nos uma adesão à salvação de Jesus, que só poderá ser feita pela atualização e memória.


O que é atualizar e rememorar?

No dia de Páscoa e os que o antecedem, relembramos os feitos que o Cristo empreendeu por amor à humanidade.

O Evangelho de São João, talvez, seja o que significará melhor o entendimento sobre o que vem a ser este “recordar” bíblico. Pelo menos em três passagens, João utiliza o termo recordar. “Os seus discípulos recordaram-se que está escrito: “o zelo pela tua casa consuma-me” (Jo 2,17; cf. Sl 69,10); também, depois da ressurreição, quando seus discípulos se recordaram que Ele os teria comunicado sobre esse acontecimento (cf. Jo 2, 22) e no Domingo de Ramos (Jo 12, 14s; cf. Zc 9, 9).

Assim, João, em seus escritos, quis nos despertar para a realidade de que, os acontecimentos do passado não encerram seu sentido no fato, mas, caminha para além do tempo e espaço em que ocorreram.

O Antigo Testamento não pronuncia um fato histórico definido apenas pelo seu sentido literal, porém encontra significado na pessoa e missão de Jesus. Também nossa história de vida está carregada de acontecimentos que provam o amor de Deus por nós e de chances que há muito tempo Ele vem nos proporcionando de uma vida nova.

O sentido e os efeitos do amor de Deus
Atualizamos nossa fé quando a recordamos. Trazemos para o tempo presente o sentido e os efeitos do amor de Deus nas ocorrências ordinárias do cotidiano. Para Ele não existe o tempo chronos.

A palavra grega “anamnese” foi usada pelo Mestre ao instituir o sacramento da Eucaristia, e quer dizer “fazer de novo”. “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim’”(Lc 22,19). Na nossa língua, equivale a: “Façam isso novamente por mim”.

O evangelista João nos ensina a esclarecer o sofrimento do Cristo e o nosso próprio à luz da escolha que fizemos por Ele. Por isso, a cada dia chegamos a uma nova iluminação ao que conhecemos da pessoa de Jesus e de Sua permanência em nossa vida através das alegrias e tristezas, de quando o fardo é leve ou de quando a Cruz torna-se pesada demais. Entendemos, talvez no momento, talvez no futuro, o “para que” aquela provação.

O melhor de tudo é que não somente nos vêm a compreensão intelectual, e também, pela contemplação do mistério de amor de Jesus Cristo, enchemo-nos de força para atravessar qualquer desafio, e esse torna-se objeto de ressurreição em nossa vida.

Ao fazer memória das Escrituras Sagradas, das obras e do Calvário de Jesus, elas fazem-se presentes/permanentes nos dias de hoje e em nossa vida. Jesus torna-se vivo e atuante no coração e na alma do crente.

À luz do Espírito Santo, a sabedoria nos chega, mas é preciso estar disposto a atualizar a Palavra e a Cruz do Cristo, entranhando-as em nós, pois, dessa forma, podemos dizer verdadeiramente “Cristo ressuscitou em mim! Aleluia!”

Feliz Páscoa para você!

Deus o abençoe!
Texto extraído do Portal Canção Nova

Primeira meditação da Quaresma 2018: “Aprender a ‘desaprender'”

Como anunciado por ele mesmo após a oração do Angelus e com seu tuíte do dia, o Papa Francisco deixou o Vaticano domingo (18/02) e se dirigiu a Ariccia, sudeste de Roma, aonde por uma semana, permanecerá em retiro espiritual.

O micro-ônibus do Vaticano deixou a Casa Santa Marta às 16h, levando o Papa e seus colaboradores mais próximos para a casa dos padres Paulinos ‘Divino Mestre’, aonde até sábado, (24/02) serão feitos os exercícios espirituais de Quaresma.

A primeira meditação, por obra do sacerdote português José Tolentino de Mendonça, teve como título “Aprendizes do estupor”, sugerido pelo Evangelho de João. No texto, Jesus diz à samaritana apenas três palavras: “Dá-me de beber”. Assim como ela se surpreende com tal pedido, nós também ficamos desconcertados – antecipou o pregador – porque estas são as palavras que Jesus dirige a nós:

“ Dá-me o que tem, abre seu coração, dá-me o que é ”

O cansaço de Jesus

Deste estupor, a meditação passa ao ‘cansaço de Jesus’ e ao nosso. Podemos entender o diálogo de Jesus com a samaritana somente se mantivermos diante dos olhos o dom sem limites que Jesus faz de si na cruz. Em ambas as circunstâncias, o sol diz que é meio-dia, a hora sexta. É a hora central do dia, o meio do tempo, que marca o antes e o depois. Não é simplesmente a indicação cronológica, mas o símbolo da passagem de Jesus em nós. Por isso, explicou o sacerdote, mesmo que o relógio assinale outro horário, muitas vezes é meio-dia em nossas vidas. Cada vez que nascemos é meio-dia.

Ele veio nos procurar

Quando Jesus pede ‘Dá-me de beber’, a sua sede não se materializa na água. É uma sede maior. É sede de alcançar as nossas sedes, de entrar em contato com os nossos desertos, com nossas feridas. Nós devemos nos comportar com confiança. Temos que nos reconhecer como ‘chamados’.

Conhecer o dom de Deus

É o Senhor que toma a iniciativa de vir ao encontro de nós. Ele chega antes ao poço. Quando a samaritana entra em cena, Jesus já está lá, sentado. Quanto maior é o nosso desejo, o de Deus é sempre maior. Citando um trecho do ‘Livro dos abraços’ do escritor uruguaio Eduardo Galiano, Padre Tolentino completou:

“ Deus sabe que nós estamos aqui ”

Nossa oração sobe até Deus

Com novas citações, de Tolstoj a Fernando Pessoa, a meditação sugeriu os participantes a “desaprender”:

“Desaprendamos para aprender aquela graça que tornará possível a vida dentro de nós. Desaprendamos para aprender até que ponto Deus é a nossa raiz, o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa contemplação, a nossa companhia, a nossa palavra, o nosso segredo, a nossa escuta, a nossa água e a nossa sede”.

Concluindo, Pe. Tolentino exortou os participantes:

“Digamos no nosso íntimo, com toda a verdade de que somos capazes: ‘Senhor, estou aqui à espera do nada’, ‘Senhor, estou aqui à espera do nada’. Ou seja, estou apenas à espera de ti, à espera do que és, à espera do que me dás’

Fonte: Vatican News

Tríduo à Maria Mãe da Igreja será de 18 a 20 de novembro

Imagem-052-300x199 A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus se prepara para mais uma grande festa na comunidade, o Tríduo à Maria Mãe da Igreja marcado para ocorrer entre os dias 18 e 20 de novembro, às 18 horas, na igreja da Paróquia que leva o nome da mãe de Deus, no Jardim Crepúsculo.

No dia 21, às 19h30, será realizada a missa festiva em louvor à Mãe, na Igreja Matriz, no Jardim São Paulo.
Venham todos rezar conosco e receber as bençãos de Maria, Nossa Mãe.

A palavra “Tríduo” na prática devocional católica sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.

Compartilhar o Amor de Jesus

mesmissionario1A Igreja é missionária por natureza. Desde o seu nascimento, Jesus lhe confiou a missão de “fazer discípulos todos os povos da terra, pregando o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). A missão evoca saída. Assim como Jesus assume sua missão redentora saindo do seio da Trindade Santíssima, Ele envia sua Igreja para que percorrendo os caminhos do mundo leve a todos o conhecimento do Reino de Deus e do seu amor salvador.

Recentemente, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Santo Padre nos convocou a aprofundar a compreensão da missão da Igreja e a trabalharmos para que suas estruturas, a saber, dioceses, paróquias, movimentos, pastorais e comunidades, possam exercer suas atividades a partir desta chave missionária, partindo do coração do Evangelho. (cf. EG, cap. I). Somos convidados e entender que a missão não se trata exclusivamente de sair pelo mundo, ir a outros países pregar o Evangelho, mas que a Igreja existe para evangelizar, para que todos conheçam o amor de Cristo e neste sentido, tudo o que ela é e faz deve ser marcado por esse dinamismo evangelizador.

Precisamos superar alguns pensamentos acerca da missão que não condizem mais com a época que vivemos ou ainda, porque não estão de acordo com o coração do Evangelho. Houve tempos na história da Igreja em que se propunha catequizar as pessoas, mas à base da força, do medo, da pressão social. Era como se as pessoas tivessem que aceitar a pregação a qualquer custo e se converter para poderem ser salvas.

Hoje, sabemos que esse método que usa a imposição, trai o Evangelho. O conteúdo da mensagem de Cristo nos fala da adesão ao Reino de Deus por amor, pelo sim generoso, pela transformação pessoal que o encontro com Ele realiza em cada pessoa. Neste sentido, continua sendo reprovável os pais que forçam seus filhos irem à catequese, à missa, e acabam irritando-os sempre com o mesmo discurso. Sempre digo aos pais que é preciso evangelizar com o exemplo, e basta. Se os pais rezam, buscam a Deus, procuram viver com empenho e esforço a vida cristã, os filhos terão oportunidade de reconhecer estes exemplos e poderão assim descobrir a beleza de estar unido a Jesus. De modo contrário, criarão resistências, afastamento e irritação contra a Igreja e a mensagem do Senhor.

No âmbito pastoral, os líderes e agentes de pastoral, precisam reconhecer a força da Palavra de Deus que dá a vida e renova a existência das pessoas. Devem se abrir a esta força da Palavra, a fim de que suas próprias vidas renovadas sejam o maior testemunho de fé. Que compreendam que o seu trabalho missionário exercido na Igreja deve ser realizado com todo empenho por amor a Jesus e a seu Reino e que não são meros repetidores de palavras, pregações ou discursos, mas compartilhadores de um amor tão imenso e que causa tanta felicidade que não pode ser vivido egoisticamente. Conhecer o amor de Jesus e experimentá-lo é algo que nos impele a fazer com que cada vez mais, muitos possam também fazer esta experiência maravilhosa!

Jesus ao assumir nossa natureza humana, nos mostrou que ninguém pode conhecer o Pai se não passar por Ele, mas ao mesmo tempo, ninguém pode passar por Ele se não for através do encontro com o próximo. Ele é a Porta que pode ser aberta em cada irmão e irmã. Neste mês de outubro, dedicado às missões, lembremos e façamos da prece atribuída a São Francisco de Assis a nossa vida: “Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Pe. Ricardo Ramos.

Maria e a Palavra de Deus

IMG-20170915-WA0025Para celebrar o Ano Mariano, por ocasião dos trezentos anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, o padre Ricardo preparou uma linda reflexão sobre Maria e sua relação pessoal com a Sagrada Escritura.

“E Maria meditava todas essas coisas em seu coração” (Lc 2, 19)

Na Sagrada Escritura, o “coração” simboliza o núcleo interior da pessoa humana, o centro do ser, a interioridade. Em outras palavras, é no coração que são tomadas as decisões fundamentais da própria história. É o que há dentro do coração que revela a identidade de alguém (Mt 12, 34), o que a pessoa de fato é. Nos Salmos, vemos como o salmista deixa fluir do fundo do seu coração suas angústias, suas alegrias e suas lutas interiores: “O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre” (SL 73, 26).

Para o homem bílbico, o coração como centro de todas as decisões e da liberdade da pessoa humana, pode ser inclinado tanto para o bem quanto para o mal. Aquele que se inclina para o mal é “estulto”,  “tolo” e “néscio”, isto é ignorante e imbecil, e a sua ruína é certa. Ao contrario, o “sábio”, o “inteligente”, o “justo” é aquele que vigia sobre os seus passos, sobre sua boca, sobre as suas paixões, e a sua felicidade é assegurada pelo bem que faz e a benção que adquire.

Para o povo de Israel, a fonte da benção, da sabedoria e da justiça é a Lei do Senhor. São os mandamentos e preceitos que Deus confiou a seu Povo, por boca dos patriarcas, profetas e juízes. É o que está contido nas letras sagradas da Escritura. A Palavra de Deus é o equlíbrio do Universo!

Desta forma, o homem sábio é aquele que conhece esta Palavra, e o conhecer na Bíblia, significa uma relação profunda. O sábio “devora” esta Palavra, a lê, estuda, medita e rumina. A Palavra torna-se o seu alimento, fonte onde mata sua sede e renova a sua vida e suas esperanças. E o homem da Bíblia sabe que a Palavra de Deus é viva e eficaz, ela faz acontecer, ela traz do nada a existência, pois na origem Deus disse “faça-se” e tudo foi feito, tudo passou a existir.

No entanto, na tradição antiga de Israel, as letras sagradas da Escrituras só podiam ser estudadas, meditadas, lidas, pelo homem. A mulher não podia “manusear” os pergaminhos da Escritura. A mulher em alguns trechos da Escritura é vista como perigosa, causa de perdição. Elas podiam desviar o homem do caminho da lei e da sabedoria, quando estes se rendem aos seus encantos e beleza. E neste caso, a mulher devia ser evitada, pois ela podia desviar os corações mais sábios e até mesmo os homens mais poderosos, como o rei Salomão, e perdê-los pela seduação.

Neste cenário, a mulher conheceu as Escrituras através das histórias contadas pelos pais, pelo ensino dos rabinos no sábado na sinagoga, pelas orações feitas pelo pai de família nas datas festivas. Ela não leu as Escrituras, só entrou em contato com elas pelo ouvir. A mulher, se queria conhecer a Lei do Senhor, tinha de aprender a “habilitar” os ouvidos. Ouvir e não deixar cair nenhuma palavra. Contudo, as mulheres sempre tiveram a fama de ser fofoqueiras, de reproduzir tudo que veem e ouvem e, muitas vezes, distorcidamente. Portanto, não competia a elas ensinar ou pregar as Escrituras. Elas deviam ouvir e se fossem sábias, guardar as Escrituras no coração, respeitar e praticar.

Maria, a mãe de Jesus, aprendeu a ouvir e guardar. Tornou-se sábia. Sua sabedoria não passou despercebida ao Evangelista que diz: “Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos estes acontecimentos e os meditava em seu coração” (Lc 2, 19). A sua descrição era tanta que não podia passar desapercebida. Sua atitude meditativa, procurando compreender mais do que entender era eloquente. Ela aprendeu mais do que ler, aprendeu a meditar a Palavra e a própria vida nos acontecimentos. E vendo que o seu Filho é a própria Palavra encarnada, a própria Vida, só havia uma palavra sábia a ser pronunciada pelos seus lábios: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5).

Pe. Ricardo Ramos

Paróquia prepara Novena ao Padroeiro e entronização da imagem do Sagrado Coração de Jesus nas casas

DSCN9233A paróquia do Sagrado Coração de Jesus já iniciou os preparativos para a Novena de seu Padroeiro, que será entre os dias 14 e 23 de junho, na Igreja Matriz, no jardim São Paulo, e que este ano terá como tema: “… um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a orar…’” (Lc 11, 1). A Oração do Senhor como resumo de todo o Evangelho – (CIC 2761).

No último dia da Novena, dia 23, haverá benção no Bolo, ás 9 hs; Exposição do Santíssimo e Terço da Divina Misericórdia, às 15hs; e Missa Solene, celebrada ás 19h30, pelo bispo diocesano, Dom Antonio Emidio Vilar.

As festividades serão encerradas no sábado, com concentração das crianças da catequese na Igreja Matriz, às 9h, e procissão com a imagem do Coração de Jesus pelas ruas da Paróquia e missa, às 19 horas. O tema da celebração será: “A necessidade de rezar sempre para perseverarmos na caminhada”, e será celebrada pelo padre Marcos.

Padre Marcos Campanhari explicou que a cada celebração serão acolhidos os grupos, pastorais e movimentos da Paróquia, que após um breve comentário, no início da Santa Missa, ofertarão uma rosa ao Padroeiro.

Ele também deixou uma mensagem aos paroquianos: “Convido todos a participarem da Novena, para que tenhamos uma linda festa ao nosso Padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus, inflamado de amor por nós e nossa Paróquia. Coloquemos nele nossos planos e desejos e seja este momento para nós, o momento de renovar nossas energias para continuarmos a caminhar juntos e evangelizar”, comenta.

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Entronização da Imagem do Sagrado Coração de Jesus nas famílias

A novidade deste ano será a Entronização da Imagem do Sagrado Coração de Jesus nas casas das famílias. Essas visitas ocorrerão entre os dias 21 e 23 de junho, primeiramente, nas casas dos irmãos enfermos.

Para estas visitas a Paróquia contará com a ajuda das irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, de Espírito Santo do Pinhal.

No dia 20, às 19h30 haverá a acolhida das irmãs e benção das imagens.

A partir da primeira sexta-feira de agosto, os Ministros da Palavra e da Sagrada Eucaristia, visitarão as casas dos demais paroquianos para a celebração da Palavra e Entronização da Imagem do Sagrado Coração de Jesus.

As visitas nas casas terão programação pré-estabelecida pela Paróquia com agendamento prévio.

Essas visitas serão fruto da novena e reconhecimento aos apelos de nossa Igreja em estar presente num estado permanente de missão. Este trabalho trará muitas bênçãos para nossos lares*. Damos assim mais um passo importante em nosso compromisso missionário” explica o padre José Ricardo.

 

PROGRAMAÇÃO DA NOVENA

DIA 14 de Junho – 1º DIA DA NOVENA (Quarta-feira) 19h30

TEMA: A oração do Senhor: “Pai Nosso” (CIC 2759 – 2776)

CELEBRANTE: Pe. Denis Eduardo Moscardi (Reitor do Seminário Diocesano Coração de Maria)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Coroinhas, Comunidade São Cristóvão, Legião de Maria, Apostolado da Oração e Pastoral da Acolhida

 

DIA 15 de Junho – 2º DIA DA NOVENA (Quinta-feira) SOLENIDADE – 19h30

Tema: Os sete pedidos (CIC 2803-2806)

CELEBRANTE: Pe. José Ricardo Costa

 

DIA 16 de Junho – 3º DIA DA NOVENA (Sexta-feira) 19h30

TEMA: Pai nosso que estais no céu (CIC 2777 – 2802)

CELEBRANTE: Pe. Renato de Moura Petrocco (Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Arquidiocese de Campinas)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Acólitos, Catequese e Pastoral da Criança

 

DIA 17 de Junho – 4º DIA DA NOVENA (Sábado) 19h     

TEMA: Santificado seja vosso Nome (CIC 2807- 2815)

CELEBRANTE: Pe. Ramiro Marinelli Duarte (Paróquia São José – Estiva Gerbi)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Comunidade Santa Izabel, RCC, Grupo das Mil Ave-Maria, Grupo de Jovens e Grupo de Adolescentes

 

DIA 18 de Junho – 5º DIA DA NOVENA (Domingo) 19h

TEMA: Venha a nós o vosso Reino (CIC 2816- 2821)

CELEBRANTE: Pe André Luiz Passos (Paróquia Santa Edwiges – São José do Rio Pardo)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Comunidade São Francisco, Vicentinos, Rádio Anúncio e Mãe Rainha

 

DIA 19 de Junho – 6º DIA DA NOVENA (Segunda-feira) 19h30

TEMA: Seja feita a vossa Vontade assim na terra como no céu (CIC 2822 – 2827)

CELEBRANTE: Pe Anderson Daniel Lopes (Paróquia Santa Edwiges – Mogi Guaçu)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Comunidade Maria Mãe da Igreja, Terço dos Homens e Apostolado do Oratório

 

DIA 20 de Junho – 7º DIA DA NOVENA (Terça-feira) 19h30

TEMA: O pão nosso de cada dia nos dai hoje (CIC 2828- 2837)

CELEBRANTE: Pe Flavio Antônio Destro (Paróquia Santuário Santo Antônio – São José do Rio Pardo)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão e Pastoral da Saúde

 

DIA 21 de Junho – 8º DIA DA NOVENA (Quarta-feira) 19h30

TEMA: Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido (CIC 2838- 2845)

CELEBRANTE: Mons. Augusto Alves Ferreira (Paróquia Divino Espírito Santo – Espírito Santo do Pinhal)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Equipe de Liturgia, Ministros Extraordinário da Palavra, Pastoral do Dízimo

 

DIA 22 de Junho – 9º DIA DA NOVENA (Quinta-feira) 19h30

TEMA: Não nos deixeis cair em tentação (CIC 2846 – 2849)

CELEBRANTE: Pe. Jobson Belinato (Paróquia São João Batista – Espírito Santo do Pinhal)

OFERTÓRIO DAS ROSAS: Pastoral do Canto Litúrgico, Pastoral do Batismo, Pastoral Familiar

 

DIA 23 de Junho – SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (Sexta-feira)

09h Benção do Bolo

15h Hora da Misericórdia – Exposição do Santíssimo, Terço da Divina Misericórdia

19h30- Missa Solene do Sagrado Coração de Jesus

TEMA: Mas livrai-nos do mal (CIC 2850-2856)

CELEBRANTE: Dom Antonio Emidio Vilar, sdb Bispo Diocesano

 

DIA 24 – ENCERRAMENTO DAS FESTIVIDADES (Sábado)

9h Concentração com as crianças da catequese

19h- PROCISSÃO COM A IMAGEM DO CORAÇÃO DE JESUS PELAS RUAS DA PARÓQUIA E EM SEGUIDA MISSA

TEMA: A necessidade de rezar sempre para perseverarmos na caminhada

CELEBRANTE: Pe. Marcos Antonio Campanhari

Padre Marcos organiza viagem a Portugal

Motivos-para-viajar-para-Portugal-Norteando-Você1Você já pensou em visitar Portugal? O padre Marcos Campanhari, pároco do Sagrado Coração de Jesus está programando uma viagem e convida toda a comunidade para fazer companhia entre os dias 25 de janeiro e 1 de fevereiro de 2018. O destino são as lindas cidades portuguesas de Porto, Lisboa, Aveiro e Fátima.

Mas os lugares são limitados e os interessados devem entrar em contato pelos telefones: (35) 3721.2077 ou (19) 99196.7075 com Padre Marcos, pra reservar a vaga.

A viagem pode ser paga em 10 X de R$ 737,00 * ( sem juros), sendo uma entrada à vista e mais 09 x no cartão de credito ou boleto bancário, ou em 24 vezes (com juros, à combinar com a agência de viagem). O pagamento deve ser feito diretamente à agencia.

O preço é por pessoa em apartamento duplo. O valor será atualizado em reais ao câmbio do dia do pagamento da viagem.

No pagamento estão inclusos:

* Traslados São João da Boa Vista / Aeroporto / São Joao da Boa Vista (mínimo de 20 pessoas )
Traslados aeroporto / hotel / aeroporto. Hospedagem e café da manhã buffet em hotéis informados.
Transporte em ônibus de turismo padrão europeu. Guia acompanhante, durante todo o percurso em ônibus, idioma português / espanhol. Guias locais (idioma português / espanhol) nas visitas conforme o itinerário. Assistência de viagem.

03 refeições e duas visitas sendo:
– Fátima – Almoço
– Lisboa – Espetáculo de Fado com Jantar
– Porto – Almoço
– Lisboa – Visita a Sintra e Cascais
Passagem aérea em classe econômica: São Paulo / Porto / Lisboa / São Paulo.

IMPORTANTE: A partir de 1 de Janeiro de 2016, os hotéis em Lisboa vão cobrar taxas turísticas municipais. Estas novas taxas são cobradas por noite/pessoa e deverão ser pagas diretamente pelo cliente no hotel, valor aproximado de Eur 5,00 por pessoa por noite.

Roteiro

25/01 – Dia 1 – São Joao da Boa Vista / Guarulhos
Traslado de São Joao da Boa Vista ao aeroporto de Guarulhos. Apresentação no aeroporto internacional para embarque com destino ao Porto.

26/01 – Dia 2 – Porto
Recepção no aeroporto e traslado ao hotel. Dia livre no Porto, bela cidade do norte de Portugal às margens do rio D´Ouro. Hospedagem.

27/01 – Dia 3 – Porto
Café da manhã buffet. Pela manhã visita à cidade, uma das mais belas e ricas do país, cujos vinhos são famosos em todo o mundo e onde visitaremos uma de suas adegas. Almoço incluso. Tarde livre e hospedagem.

28/01 – Dia 4 – Porto, Aveiro, Fátima, Lisboa
Café da manhã buffet. Saída com destino a Aveiro “cidade dos canais”. Continuação até Fátima um dos centros de peregrinação da Cristandade. Tempo livre para visitar a basílica. Almoço incluso. Continuação da viagem à Lisboa. Esta noite, teremos a oportunidade de escutar os belos “fados” portugueses e desfrutarmos de um saboroso jantar incluso. Hospedagem. Distância de percurso: Porto/Aveiro/Fátima/Lisboa (341 KM).

29/01 – Dia 5 – Lisboa
Café da manhã buffet. Pela manhã visita à Lisboa junto à desembocadura do rio Tejo. Percorreremos suas principais avenidas e monumentos como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. Tarde de visita a Sintra e Cascais, cidades famosas por seus palácios. Hospedagem.

30/01 – Dia 6 – Lisboa
Café da manhã buffet. Dia livre na cidade. Hospedagem.

31/01 – Dia 7 – Lisboa
Café da manhã buffet. Na hora apropriada, traslado ao aeroporto para embarque em voo de regresso;

01/02 – Dia 7 – Lisboa / Guarulhos / São Joao da Boa Vista

Mais informações: www.flytour.com / pocosdecaldas@flytour.com

Vai começar a Melhor Quermesse de São João!

13241405_1038365769563563_4997374946138152871_nEstão a todo vapor os preparativos para a quermesse mais animada de São João da Boa Vista, que é realizada no salão de festas da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no jardim São Paulo.

A festa começa nos dias 06 e 07  de maio e segue todos os finais de semana até o dia 02 e 03 de junho, sempre após a missa das 19 horas. Estão programados shows musicais com a dupla Baiano e Baianinho e muitas outras atrações.

No cardápio estão cachorro quente, lanches de pernil, batata frita, porções e muito mais.

Traz a turma toda pra festejar com a gente!

Paróquia prepara festa para receber Dom Vilar

bispo2 O dia 18 de março ficará marcado na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Uma verdadeira festa está sendo programada para recepcionar Dom Vilar, bispo diocesano, que celebra sua primeira missa na Paróquia desde que foi nomeado.

Pastorais, grupos de oração, movimentos e comunidade foram convidados para celebrar esse momento importante da Paróquia, que abre suas portas para receber seu pastor. Logo após a recepção, que deve começar por volta das 19 horas, Dom Vilar celebra a Santa Missa, que será co-celebrada pelos padres Marcos Campanhari (pároco) e José Ricardo Costa (vigário paroquial).

Com alegria te acolhemos Dom Vilar! E vamos juntos o Evangelho anunciar!

Quaresma: Tempo de jejum, penitência, conversão e oração

images (1)O tempo da quaresma práticas bem opostas ao período que se encerrou, o Carnaval. Na Quaresma todo exercício busca direcionar a atenção para dentro de si. É a conversão na busca do espírito de DEUS. É tempo de enfatizar o silêncio, o jejum, a penitência e a oração.

Jejuar significa abrir mão de um grande prazer. É deixar de saborear uma das coisas que mais agrada ao ser humano, a comida, para se alimentar do pão da vida, o pão que alimenta a alma e o espírito.

Penitência é fazer sacrifício em detrimento do reconhecimento das faltas cometidas. É uma forma de reparação. Para isso é preciso refletir o caminhar e apurar aquilo que deveria ser feito de melhor. Significa, muitas vezes, se abster de algo muito importante para si, em função de algo maior.

A oração quando proferida de forma sincera, profunda, sem ser apenas repetitiva e desatenta, mas com atenção focada naquilo que se expressa, sob a forma sincera de um diálogo, aumenta nossa segurança, nosso equilíbrio, nossa atenção para conosco e com nosso espírito, aproximando-nos mais de Deus.

E tudo isso em função de deixarmos de lado as atribulações, correria e o apego ao consumo do dia a dia e avaliarmos nosso papel de cristão diante da vida, indo ao encontro da preparação para a Páscoa. Em preparação ao momento da ressurreição. Momento maior do cristianismo.

Cristo passou 40 dias no deserto, jejuando e orando. Temos como legado que o espírito cristão deve repetir e vivenciar as ações do próprio Cristo. Devemos imitá-lo no dia a dia e em nossas ações.

Mas será que somente com esse espírito de reclusão, abstinência e conversão, seremos capaz de nos aproximar de Deus? Deus não se manifesta somente pela introspecção individual do ser. Ele se manifesta é na prática. Na vivência e na relação com o outro. O que torna mais difícil o encontro.

Jejuar, penitenciar-se e orar são apenas o ponto de partida para o encontro com Deus. Encontro esse que não pode ser desvencilhado do amor ao próximo, da caridade, da luta pelos marginalizados, da busca constante pela promoção dos excluídos, tal qual Cristo, além dos 40 dias no deserto, também pregava e tinha como princípios de vida e vivência em DEUS.

 

Texto: Moacir Marques Filho. Fonte: Paróquia Bom Parto