Paróquia prepara Tríduo a São Cristóvão

A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus já se prepara para celebrar a grande Festa de São Cristóvão. E para festejar a vida do Santo, organiza seu tradicional ‘Tríduo, que acontece entre os dias 22 e 24 de julho na Igreja de São Cristóvão, na Vila Brasil.

NOVIDADE

A novidade desse ano é que no dia 21 de julho será realizada a entronização das imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Santa Maria Margarida Alacoque na igreja de São Cristóvão. As imagens serão levadas em procissão da igreja Matriz até a Igreja São Cristóvão,  às 17 horas.

Segundo o pároco, Padre Marcos Antonio Campanhari, o desejo de colocar imagens de santos na igreja é uma característica sua, mas a escolha das imagens partiu dos fiéis que escolheram Santa Margarida, conhecida por ser a mensageira do Sagrado Coração.

Atribui-se à Santa a propagação das 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus.

TRÍDUO

O tradicional Tríduo a São Cristóvão tem início dia 22 de julho (segunda-feira), às 19h30, com pregação do Pe. Hélcio Vicente Testa, da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

No dia 23 de julho (terça-feira) quem celebra é o Pe. Wilson Junior, também às 19h30.

Na quarta-feira, 24 de julho, às 19h30, o Pe. Cláudio Abreu Rodrigues, da Paróquia São João Batista de Espírito Santo do Pinhal, faz o encerramento do Tríduo.

O grande Dia de São Cristóvão, 25 de julho, é celebrado com missa e carreata com benção dos motoristas e veículos em frente à igreja de São Cristóvão, na Vila Brasil, às 17 horas.

Paróquia encerra Tríduo à Santa Isabel

Cerca de 70 pessoas participaram do Tríduo à Santa Isabel realizado na noite de quinta-feira, dia 04 de Julho, na Comunidade que leva o nome da Santa, no Jardim São Salvador. A Comunidade pertence à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em São João da Boa Vista.

Após a procissão, uma missa foi celebrada pelo pároco Pe. Marcos Antônio Campanhari em uma das residências do bairro. Depois da celebração, foram distribuídas  aos fiéis as rosas vermelhas que enfeitavam o andor da Santa.

Rainha Santa Isabel de Portugal

Isabel de Aragão nasceu no palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”.

As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das moças da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem joias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.

Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e santidades. As suas virtudes levaram muitos príncipes a apresentarem-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes às moças pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.

Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afeto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz. Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o rei e o seu irmão D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.

A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações.

D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.

Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.

Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade.

Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.

O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625.

Foram atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.

Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu: Levo rosas senhor….” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas frescas

Beatificada pelo Papa Leão X em 1625 foi canonizada pelo Papa Urbano VIII.

Por ordem do bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.