Nosso Pároco

Marcos Antonio Campanhari nasceu no dia 04 de abril de 1969 em Espírito Santo do Pinhal/SP, mas foi em Albertina/MG que passou a infância e juventude ao lado dos pais, irmãos e amigos.

Filho do lavrador Delclécio Campanhari e da professora Tereza Maruza Riccetto Campanhari, teve dois irmãos: Juliana Maria Campanhari Buton e Rodrigo José Campanhari.

O interesse pelo sacerdócio surgiu ainda criança, enquanto observava o padre de sua paróquia que lhe parecia uma pessoa ‘diferente’, “Desde pequeno eu sempre falava que queria ser padre. Tinha um em Albertina, o Monsenhor Vieira, que usava batina preta, mesmo depois que o Concílio permitiu que não fossem mais usadas, ele continuava a usar a batina e eu a achava a coisa mais bonita do mundo”.

Mas não era só a vestimenta do sacerdote que lhe chamava a atenção, Monsenhor Vieira demonstrava amar o trabalho que realizava e isso o tornava diferente e especial aos olhos do pequeno garoto. “Ele chamava atenção, vivia com o bolso da batina cheio de bala e quando me via me entregava. Eu o achava uma pessoa legal, diferente e, também desejei ser assim”.

Vocação
Já na adolescência a vocação parecia adormecida, até que a ordenação de um padre na pequena Albertina/MG emocionou o jovem: “Aquela celebração reacendeu no meu coração a vontade de ser padre e decidi ir para o Seminário”.
E a decisão exigiu ainda mais vontade, já que o ofício não era bem visto pelos pais que pouco frequentavam a Igreja.

No Seminário de Pouso Alegre/MG, Marcos cursou Filosofia por quase três anos,até que, duvidou que aquela fosse mesmo o ofício para o qual desejava se dedicar por toda a vida e voltou a Albertina.

Na cidade onde se criou, cursou Direito e no período letivo conheceu Monsenhor Augusto, que veio a se tornar um grande amigo e a quem confidenciou a vontade de ser padre.
Precavido, Monsenhor Augusto orientou que se o desejo persistisse ao término do cursoo procurasse. E foi o que fez o jovem Marcos, tendo a certeza de que essa era sua verdadeira vocação.

Com o apoio do Monsenhor entrou para o Seminário de São João, concluiu a graduação em Teologia e foi ordenado padre no dia 17 de dezembro de 1999.

Trabalho
Um ano após sua ordenação, em 2000, PadreMarcos foi designado para trabalhar como vigário paroquial na Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Grama/SP, onde permaneceu por seis meses, até que em julho foi transferido para a Paróquia Santa Clara, em Mococa, onde exerceu também a função de vigário paroquial de agosto a dezembro daquele ano.

No dia 4 de janeiro de 2001 foi designado vigário na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Mogi Guaçu, e um mês depois, novamente transferido, agora para a Paróquia São Francisco, em Espírito Santo do Pinhal, onde trabalhou como pároco por quatro anos. E no dia 5 de março de 2005, tomou posse como pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em São João da Boa Vista, permanecendo até os dias atuais.
Em janeiro de 2011 é nomeado pelo Bispo Diocesano Dom Davi Dias Pimentel, Chanceler da Diocese de São João.

Missão
Simples, centrado e consciente da missão que assumiu no sacerdócio, Pe. Marcos não só fez grandes mudanças na estrutura física das três igrejas que compõem a paróquia, como também mudou o modo de pensardos paroquianos, que a cada dia percebem mais o verdadeiro sentido da unidade: “Estamos aí para sermos um. Acima de tudo o que tenho no meu coração é a figura do Cristo, que sempre foi ao encontro de todos e os trouxe para perto dele. Cristo nunca se afastou de ninguém, nunca colocou ninguém para correr, sempre trouxe para perto, por isso, meu trabalho é para que a comunidade busque cada dia mais essa unidade, da busca pelo ideal, do sentimento de amar de verdade estar junto, de dividir esforços, partilhar sacrifícios e vitórias”.

Questionado sobre como define o ‘ser padre’, ele resume: “Ser padre é se configurar com a causa do Cristo, com o ideal do Cristo. Se tornar outro Cristo sem deixar de ser humano. Na humanidade Deus me fez capaz de me tornar outro Cristo”.

Ele também confidenciou que o ofício exige renúncia: “O trabalho de um padre pede renúncia. Renunciar em prol de um bem maior. Porque muitas vezes aquilo que eu quero é só o melhor para mim, mas não é o melhor para todos. É trocar o ‘eu pessoal’ em vista do comunitário”.

E com a simplicidade que lhe é característica, Padre Marcos falou dos desafios cotidianos: “No mundo que vive tanto individualismo, egoísmo, em que as pessoas defendem somente a causa própria e seu bem estar, nossa maior dificuldade é reunir a comunidade na causa e pelo Cristo”.

Padre Marcos também mostrou entusiasmo ao falar das conquistas realizadas e comentou sobre as mudanças, que ainda se fazem necessárias: “Muitas coisas foram realizadas, nossa paróquia hoje é outra, mas ainda é preciso mais estrutura, com um salão de festas bonito, com igrejas mais equipadas, mas estrutura física e pastoral; mas tenho a certeza de que vou deixar para meu sucessor uma Paróquia bem mais estruturada e com mais condições de caminhar e caminhar bem”.

Ele também falou de sua maior virtude: “Minha maior virtude é sempre acreditar que tudo pode ser diferente. Acredito na pessoa humana, mesmo quando todo mundo deixa de acreditar nela. Eu acho que a pessoa é um tesouro muito grande. A pessoa pode ter o maior defeito, mas eu continuo acreditando que existe algo de bom dentro dela”.

Sobre o que o deixa de mau humor, ele é enfático: “A Indiferença – Quando vejo uma pessoa que é totalmente indiferente a uma causa, isso me deixa muito triste. Aquela pessoa que não está nem aí, o ‘Pôncio Pilatos’ aquela pessoa que não toma posição”.

O Padre ainda citou a ‘Disposição’ como a qualidade que mais admira nas pessoas: “Isso é justamente o contrário da indiferença, e é muito visto na vida dos apostólos, dos santos, de Nossa Senhora;o ‘Eis-me aqui Senhor’. ‘Eu sou humano, mas estou aqui. Não tenho muito para te oferecer, mas estou aqui, conta comigo’”.

Ele fez ainda uma breve reflexão: “Cada um precisa assumir o seu papel de batizado. Se cada um assumisse a sua parte e a fizesse bem, não sobraria para ninguém a parte do outro, mas hoje as pessoas não querem fazer a sua parte. Hoje parece que as pessoas não querem compromisso com nada e isso é fruto do mundo em que vivemos. Um mundo que faz com que as pessoas olhem muito para si. Não existe um compromisso de vida, existem muitas palavras, mas o compromisso de fé eu não vejo. Por isso rezo pedindo ao Coração de Jesus,bênçãos e graças e que de verdade aproveitemos dessa benção pra crescer na fé, para sermos verdadeiros Cristãos!”.