Maio: mês mariano

Mês de maio, mês das noivas, mês das mães e mês das flores, mas principalmente um mês dedicado a Maria, mãe de Nosso Salvador e nossa.

Falar da Virgem Maria, numa data tão especial como esta, é sem dúvida alguma, ressaltar a importante figura de mulher e mãe que representa Nossa Senhora para os católicos do mundo inteiro. Considerada “estrela da evangelização”, como bem destacava costumeiramente em seus pronunciamentos e documentos o Papa São João Paulo II, Maria é aquela que nos aponta o caminho a seguir. Mulher solícita, silenciosa, discreta e cuidadora, não hesitou em dizer “Fiat (faça-se)” a Deus, sendo assim a primeira discípula-missionária, que ao aderir ao projeto salvífico do Pai, gerou e deu à luz o seu Filho muito amado, para a redenção do mundo.

Ao observarmos, por exemplo, a celebração do Dia de Nossa Senhora de Fátima, que anualmente ocorre todo dia 13 de maio, data esta imediatamente após a comemoração do Dia das Mães, é notável a devoção popular que está arraigada no imaginário psíquico de nosso povo brasileiro. Frases do tipo: “Maria passa a frente, Pede a Mãe que o filho atende, um filho de Maria jamais se perde (Pe. Celso) e valei-me Nossa Senhora”, denotam o arquétipo da figura materna que todos nós carregamos em nosso inconsciente, e que se remete imediatamente a figura de Nossa Senhora. Não é à toa, que a maior parte das imagens que retratam Nossa Senhora, possuem o seu manto na cor azul, que a partir de uma leitura simbólica, representa nesse caso a cor da proteção, do carinho e do cuidado materno. Dessa forma, podemos constatar que a devoção a Maria, está carregada mais de afeto e sentimentos, do que algo puramente racional ou abstrato.  

Com isso, há de se constatar que Nossa Senhora, representa os anseios de todas aquelas mães que na peleja da vida, buscam a partir da pedagogia do cuidado, do afeto e do carinho, gestarem seus filhos na fé da Igreja. Gestação esta, repleta de desafios e aflições na atualidade: sedução das drogas, sexualidade desenfreada, ausência total de projetos que norteie e dê sentido a vida, desrespeito e violência, entre outras chagas, que corroem profundamente o paradigma educacional dos filhos. Eis alguns desafios que também Maria e José, enfrentaram dentro do contexto de sua época, a fim de fazer Jesus crescer em “sabedoria, em estatura e graça diante de Deus e dos homens”, como bem esboçou Lucas 2, 41-52, quando este evangelista retrata a desobediência do menino Jesus, que aos 12 anos, repentinamente desaparece, sem dar satisfação aos seus pais de seu paradeiro, deixando os mesmos, aflitos e angustiados à sua insistente procura. Quantas não são as mães hoje, desesperadas que estão, por não saberem o rumo ou a direção que estão percorrendo seus filhos, neste “mundão de meu Deus”?

Enfim, como “todas as Nossas Senhoras são a mesma mãe de Deus”, cantada em prosa e verso na composição de Roberto Carlos, queremos rogar a todas as Nossas Senhoras, nesse mês dedicado a ela, seja lá qual for sua devoção particular, a benção e a proteção, à todas as mães que lutam diariamente com muito empenho e dedicação, na educação de seus filhos. Que Maria possa ser exemplo de sabedoria, prudência e mansidão a essas mulheres guerreiras, que mesmo na dor e na dificuldade, não se cansam ou desistem de seus filhos. Feliz Dia das Mães! Nossa Senhora do Amparo, rogai por nós; Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós; Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós; Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós, Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós, Nossa de Lourdes, rogai por nós… enfim, Todas as Nossas Senhoras, rogai por nós! Por hora é isso! Paz e bem!

Padre Adriano Brito Maia, OFS.